Acontece em NY

Arte e Cultura na metrópole mais cobiçada do mundo

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Starbucks: cafés escondidos

June 25th, 2008 · 3 Comments

Assim como CDs vêm com faixas escondidas e jogos de video-game vêm com fases escondidas, também a Starbucks tem os seus “cafés escondidos”.

Os escondidos são produtos que você não vai achar no menu afixado no alto da loja ou em sinais promocionais, e é capaz de nem saber que existe mesmo tendo frequentado o lugar há algum tempo. Dois deles são:

- Vanilla crème: Leite vaporizado com calda de banilha, sem o café

- Short cup: Nos caixas e nos menus da Starbucks ele mostram que você tem três opções de tamanhos - “tall” (o menor, com 354 ml), “grande” (473 ml) e “venti” (591 ml). Antigamente, eles mostravam também uma quarta opção, o “short” (236 ml), mais apropriado às proporções brasileiras, mas resolveram tirar do menu. No entanto, se o cliente pedir, eles fazem desse tamanho menor.

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Cadê o tomate que estava aqui?

June 17th, 2008 · No Comments

Como se a dieta de rua deles já não fosse pobre, neste momento é praticamente impossível achar um sanduíche em Nova York com uma fatia de tomate. Mas é melhor que seja assim por enquanto. A medida é uma precaução contra o surto da bactéria salmonella ocorrido em 23 estados, incluindo Nova York, Florida e Textas,  deixando mais de 200 pessoas doentes.

Isso significa que o seus hambúrgueres do MacDonald’s virão sem as rodelinhas vermelhas, que seu burrito do Chipotle virá sem a “salsa” tradicional e também que você não vai encontrar o fruto no supermercado, a não ser na variedade tomate-cereja, que não foi afetado.

A suspensão é por tempo indeterminado e dura até que o FDA (Food and Drug Administration), agência do governo que regula a comercialização de alimentos, considere seguro o consumo de tomates.

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E deu ele: Paulo Szot leva Tony de melhor ator

June 16th, 2008 · No Comments

Como adiantado pelo blog no sábado, o brasileiro Paulo Szot ganhou ontem o Tony de melhor ator por “South Pacific”. O musical também levou outros seis prêmios, incluindo melhor remontagem e melhor diretor, para Bartlett Sher. O Tony de melhor musical ficou com “In the Heights”, que retrata o bairro predominantemente hispânico de Washington Heights , em Manhattan.

A votação do Tony foi realizada por 796 produtores, jornalistas, representantes de entidades de classe e outros profissionais da indústria. Para ver a lista completa dos vencedores, clique aqui.

Na imagem, Szot recebe o Tony das mãos de Liza Minelli
Foto de Gary Hershorn/Reuters

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Tony Awards: Tem brasileiro no páreo

June 14th, 2008 · No Comments

Paulo Szto em Shout Pacific by Joan MarcusAmanhã será realizada em Nova York a maior premiação do teatro americano, o Tony Awards. Na disputa de uma das mais prestigiadas categorias, “Melhor performance de um ator principal em musical”, está o brasileiro Paulo Szot.

O feito dele independe de ganhar ou não a estatueta: Szot é o único brasileiro além de Carmen Miranda a estrelar um musical da Broadway no papel principal. A indicação veio por sua atuação como Emile de Becque em “South Pacific”, revival do premiado musical de Rodgers e Hammerstein estreado em 1949.
Paulo Szot, Photo by Joan Marcus

Szot, filho de poloneses, saiu aos 18 anos do Brasil para estudar ópera, área em que já havia conquistado uma carreira sólida. Em South Pacific, que tem a 2a Guerra Mundial como pano de fundo, ele encarna um fazendeiro francês por quem uma ingênua enfermeira americana se apaixona ao aportar na ilha em que ele vive.

Na corrida para o Tony estão outro quatro atores, incluindo os atores principais de dois shows indicados a melhor musical, Stew, por Passing Strange e Lin-Manuel Miranda, por In the Heights. Mas outros especialistas já deram o seu veredito. No dia 10 de junho, Szot recebeu o “Theater World Awards”, concedido a estreantes nos palcos de Nova York. É esperar pra ver.

  • Confira aqui entrevista de Paulo Szot para a NBC, com clips do musical.

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Marcelo Gomes recebe prêmio Benois de la Danse

June 7th, 2008 · No Comments

A notícia não é mais fresquinha, mas não poderia deixar de dar aqui, até porque infelizmente nada disso é noticiado no Brasil.

O brasileiro Marcelo Gomes, solista do American Ballet Theater (ABT), foi o vencedor da ediçMarcelo Gomesão 2008 do prêmio Benois de la Danse, concedido aos destaques do ano no balé. O prêmio foi anunciado em Moscou no dia 6 de maio.

Marcelo, natural de Manaus, foi reconhecido por sua performance nas peças “Othello”, de Lar Lubovitch, e “C. to C. (Close to Chuck)” de Jorma Elo. A premiação foi dividida com o bailarino cubano Carlos Acosta.

O Benois de la Danse foi instituído em 1992 por uma iniciativa da organização International Dance Association (hoje chamda de Interntional Dance Union) em conjunto com a UNESCO. Agraciados de anos anteriores incluem a cubana Alicia Alonso e o russo Mikhail Baryshnikov. A escolha é tomada por um júri de especialistas que varia a cada ano.

O ABT, como é conhecida uma das maiores companhias de balé clássico dos EUA dedica-se a montagens de grandes balés de repertório, além de criações de coreógrafos contemporâneos consagrados. Na temporada de verão em Nova York, Marcelo Gomes poderá ser visto com a companhia nas produções de “La Bayadere” e “Giselle”, na nova coreografia de Twyla Tharp “Rabbit and Roque”, entre outras. Clique aqui para conferir o calendário atualizado com as datas e peças, além da biografia do bailarino.

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Djavan e Gilberto Gil apresentam novos CDs em NY

June 3rd, 2008 · No Comments

Neste mês de junho os americanos poderão conferir de perto dois dos melhores cantores e compositores brasileiros, Djavan e Gilberto Gil.

O Nokia Theater (1515 Broadway at West 44th) recebe Djavan no dia 10 para uma única apresentação. Esta é a primeira vez que o alagoano volta aos palcos deste país desde 2001. O repertório vai incluir destaques de seus 32 anos de carreira, puxados pelas músicas do CD Matizes, lançado no Brasil no final do ano passado. Ele também vai passar pelas cidades de Miami (dia 6), Boston (8), Houston (11) e Los Angeles (13).

Gilberto Gil vai concentrar sua turnê nas músicas do novo CD, a ser lançado no dia 8 deste mês simultaneamente aqui e no Brasil, “Banda Larga Cordel”. Nele o ministro baiano continua explorando a relação entre arte e meios de comunicação - cada vez mais digitais. Durante os seus shows (dia 24 de junho no mesmo Nokia Theater), o público inclusive será incentivado a fotografar com câmeras e celulares, geralmente proibidos em eventos do tipo, e enviar tudo via bluetooth para uma estação no local, que transmitirá os registros para o site oficial do cantor.

Gil terá uma agenda extensa, passando por Europa, Canadá e Líbano, além de outras cidades dos EUA, como Chicago (19) e Washington, D.C. (22), este último com a prometida presença da secretária de Estado americana Condoleeza Rice. A coordenação da turnê norte-americana de ambos os artistas está a cargo da produtora Brazilian Nites, com sede na Califórnia.

Na imagem, reprodução da capa do novo CD de Gilberto Gil, Banda Larga Cordel.

(Foto: Divulgação)

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Sabor de casa

May 31st, 2008 · No Comments

Que Astoria, é a verdadeira “Little Brazil”, e não a rua com esse nome em Manhattan, já é fato conhecido. Esse bairro do Queens concentra lojas, mercados e salões que oferecem produtos e serviços por e para brasileiros.

Menos conhecido é o restaurante Brazilianville Café Grill (43-12 47th Street), um dos melhores custo-benfício que já encontrei na região: apenas $3,99 o quilo, ou $4,99 incluindo churrasco.
Espremido entre uma lavanderia e um salão de beleza, ele pode passar despercebido se você não souber exatamente onde está indo. O ambiente é pequeno e simples, com pratinhos de plástico e comida servida em buffet.

Mas que comida! Todos os dias o cardápio conta com carne, peixe e frango em estilos variados, além de arroz, feijão e salada. Se você está lendo isso do Brasil não vai soar como grande coisa, mas experimente passar um tempo só com comida estrangeira!

Especialidades regionais são mais uma opção, como os caprichados bobó de camarão e suflê de milho. Toda quarta-feira e sábado tem feijoada, e terça é dia e acarajé. O churrasco cota com picanha, asinha de frango e linguiça, entre outros cortes.

Para acompanhar a refeição, guaraná Antartica e, para se sentir em casa, TV constantemente ligada na Globo. Eu comi duas vezes e meu marido fez um prato farto com churrasco. Resultado total da comilança: 16,50 dólares para os dois.

Desse jeito vai da pra matar a saudade com bastante frequência!

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“That’s New York!”

May 29th, 2008 · 1 Comment

Nova-iorquino (ou melhor, pessoas que vivem em NY, já que é raro encontrar um “autêntico”) tem fama de grosseiro e mau-humorado, e muitos se orgulham disso, de uma certa maneira. Uma frase que se ouve muito para justificar atos sem-educação é “That’s New York”, como se houvesse uma força invisível na cidade impedindo que as pessoas sejam gentis.

Uma só pessoa ocupando dois lugares no trem? “That’s New York!” Um caixa pegando o pedido de alguém atrás antes de você ter saído da fila? “That’s New York!”

Sorte que sempre tem aqueles que fogem à regra. Quando alguém é tão cortês, até parece algo de outro mundo. No último mês tive dois desses momentos inacreditáveis. Um no metrô, quando estava raspando um cartão telefônico para revelar a senha. Vendo que minha tentativa com a unha não estava dando resultado, um homem tirou uma moeda do bolso e a estendeu para mim, tornando minha tarefa mais fácil. Pena que desci no ponto logo em seguida senão tinha perguntado se ele era recém-chegado.

Outro foi numa lanchonete. Estava indecisa entre comprar um pacote de bolachinhas ou um iogurte. Estava pê da vida porque tinha acabado de ouvir um “that’s New York”, literalmente, de uma mulher que ficou resmungando quando tentei passar entre as mesas apertadas do lugar.

A atendente, num arroubo de doçura e compreensão, falou que eu poderia levar as duas sobremesas pelo preço de uma. E cochicou pra mim: “Ela é uma besta”. Lavou minha alma!

Ainda bem que esse tipo de pessoa também é Nova York!

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“Orquestra Bachiana” transporta público no espaço no Carnegie Hall

May 26th, 2008 · No Comments

João Carlos Martins pode não ser um nome que os brasileiros reconheçam de pronto, mas a comoção que ele causou entre seus conterrâneos no Carnegie Hall na última sexta-feira, dia 23, foi fruto de uma conexão e sentido de união imediatos entre o extraordinário pianista e o público.
Assim como muitos na esfera clássica da arte, João Carlos Martins alcançou sucesso maior fora do Brasil, tendo tocado com grandes orquestras como Los Angeles Philharmonic, Boston Symphony e Royal Philharmonic em sua juventude, nos anos 60.
Após um período de conquistas, suas atividades foram o pianista sofrera ao romper um nervo do braço e, em seguida, ter sido diagnosticado com um tumor na mão esquerda em 2002.
Os graves revezes não o impediram de continuar produzindo no mundo da música, levando-o à carreira de condutor. Em 2004, João Carlos Martins fundou a Orquestra de Câmara Bachiana, que trouxe pelo segundo ano consecutivo a Nova York.
O concerto no templo da música clássica Americana custou apenas dois dólares e tinha como objetivo, por meio de sua promoção, chamar a atenção para a necessidade de preservação da Amazônia.
Na primeira parte, João Carlos Martins conduziu com vigor a orquestra de 27 integrantes pela Suíte no. 3 de Bach, e pela deliciosa Suíte Brasileira, composta por Mateus Araújo especialmente para o conjunto. Na segunda parte, ele assumiu o piano, tocando peças de Mozart, Tom Jobim (Luiza) e Piazzola (Adiós Nonino) utilizando-se apenas de três dedos que consegue mover. Sua paixão e energia transparecem ao atacar as teclas também com os dedos paralisados e com o cotovelo nos momentos de maior expressividade.
Isso era o que estava no programa impresso. Após calorosa salva de palmas, a orquestra voltou para uma surpresa: uma execução do hino nacional brasileiro com orquestração que mesclava samba e bossa nova. À medida em que os brasileiros no público reconheciam as notas, colocavam-se de pé lentamente, causando toda a platéia do Carnegie Hall a levantar-se também, emocionados. Estando todos fora de sua casa, aquela peça trouxe um sentido de pertencimento por um mágico momento, tocando inclusive os não-brasileiros presentes.
João Carlos Martins ainda voltou para um bis com um trecho de Mozart, e, com o clamor da platéia, voltou mais uma vez para um trecho da bela e original orquestração do hino – uma decisão de momento, dada a confusão do ajudante que tentava fechar o piano.

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Pérolas subterrâneas/Pearls of subway wisdom

May 15th, 2008 · 1 Comment

O metrô de Nova York está entre os maiores e mais movimentados do mundo. Com 468 estações em 369 km de extensão, muitas situações inusitadas acontecem diariamente nos túneis deste sistema.
Uma das coisas com que eu mais me divirto são os anúncios dos condutores. Aqui, além da pessoa que dirige, também tem um outro condutor que fica passando entre os vagões, controla a abertura das portas e anuncia as estações (diferente de São Paulo, onde os anúncios são gravados).
Para não fugir da fama de estressados e mal-educados do nova-iorquino médio, esses condutores não mantêm a menor etiqueta quando têm que comunicar algo pelo alto-falante, deixando a irritação transparecer em alto e bom e som e abusando de ironias.
Algumas pérolas que ouvi recentemente:

- “Senhoras e senhores, este metrô nao tem 1 vagão, nao tem 2 vagões, nao tem 3 vagões. Este metrô tem 10 vagões, então por favor use todos os vagões disponíveis para entrar no trem!” (Ladies and gentlemen, this train does not have one car, it does not have 2 cars, it does not have 3 cars. This train has 10 cars, so please use all available cars to get in the train!”)

- “Por favor afaste-se da porta. [pausa, fecha as portas, espera o metrô andar] Aqui não é Burger King, você não pode ter sempre do seu jeito!” (”Please step out of door. [pause, close the doors, wait for the subway to leave]. This is not Burger King, you cannot always have it your way!”)

Vou adicionar mais à medida que acontecerem. E vocês, quais as grosserias que já ouviram dos condutores por aqui?

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